Projecto Frágil
Modelos, apresentadores, desportistas e músicos dão a cara pelos 12 meses de uma agenda que estará à venda no último trimestre do ano, cujos lucros a revertem a favor da Secção de Neonatologia e da Associação Portuguesa de Apoio ao Bebé Prematuro
André Sardet, João Portugal, Lúcia Moniz, Rita Ferro Rodrigues, Sofia Carvalho, Tânia Ribas de Oliveira, Diana Pereira, Érika Oliveira, Pedro Couceiro, Telma Monteiro, Vanessa Fernandes e Alexandre da Silva são as personalidades que abraçam esta causa.
O projecto Frágil nasceu em 2007 pelas mãos da Secção de Neonatologia da Sociedade Portuguesa de Pediatria, com o objectivo de divulgar e sensibilizar a população para as causas e consequências da prematuridade.
Em Portugal, seis em cada 100 bebés nascem com menos de 37 semanas de gestação, e um por cento nasce com menos de 1.500 gramas. Os prematuros representam um terço da mortalidade infantil no nosso país.
Os bebés que nascem antes do tempo têm o sistema imunitário mais frágil, estando, por isso, mais expostos a infecções e complicações, algumas das quais podem mesmo ser fatais.
Fonte: Jornal Sol on-line
02 Jul 2009
Por: Sara Felizardo – sara.felizardo@sol.pt
Opinião de uma leitora do Jornal Sol:
Mais que apoiar os bebés prematuros há que apoiar as suas familias. Eu tive um filho às 33 semanas de gestação e não obtive qualquer apoio extra da parte da segurança social. Enquanto esteve internado e depois de terminar a licença de maternidade (3 meses na altura) estive de baixa para apoio à familia, que apenas permite um mês de subsidio por ano. No total, estive 4 meses sem qualquer rendimento. Muitas mães que conheci na unidade de neonatologia perderam os empregos para poderem dedicar-se aos filhos. Também os pais destes bebés não têm qualquer estatuto especial, ficando os outros filhos do casal ao Deus dará enquanto a mãe passa todo o tempo possível no hospital e o pai se divide entre emprego, hospital e casa. Apoio psicológico também não tive nenhum. A angustia, medo, desnorte são uma constante. Ir para casa deixando o bebé no hospital dentro de uma incubadora, entubado e cheio de fios e sondas, é uma experiência terrível. Finalmente, trazer um bebé com menos de 2 quilos para casa com um sensor com alarme para o caso de o bebé deixar de respirar é assustador. Por tudo isto a minha familia teve que passar sem o minimo apoio de qualquer entidade oficial. Apoiem as familias! É a melhor maneira de apoiarem os bebés!


