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Operação Face Oculta

Conversas com José Sócrates foram gravadas no processo ‘Face Oculta’, através das escutas telefónicas que a Polícia Judiciária (PJ) efectuou a Armando Vara, arguido no caso, avança a edição do SOL desta sexta-feira (actualizada)

sol07112009_02Conversas com José Sócrates foram gravadas no processo ‘Face Oculta’, através das escutas telefónicas que a Polícia Judiciária (PJ) efectuou a Armando Vara, arguido no caso.

O Ministério Público (MP) de Aveiro (comarca do Baixo Vouga), onde está a ser investigado o ‘Face Oculta’, mandou extrair nove certidões por indícios de vários crimes, um dos quais é o de tráfico de influências. Por terem subjacentes factos fora da esfera de competência da comarca de Aveiro, estas certidões foram enviadas ao procurador-geral da República para decidir se as converte em inquéritos e qual o departamento ou magistrados competentes para os investigar.

Pelo menos um dos casos envolve Armando Vara e conversas com o primeiro-ministro, José Sócrates. Um dos temas abordados é a venda da TVI pelos espanhóis da Prisa. Recorde-se que, em Junho, após a revelação de que a PT estava a diligenciar a compra da estação, o negócio foi vetado por Sócrates, devido à polémica levantada. Acabou por ser a Ongoing a anunciar, nos primeiros dias de Agosto, que chegara a acordo com a Prisa: um negócio de 112 milhões de euros, financiado pelo BES e pelo BCP.

O SOL perguntou ao procurador-geral da República se já tomou uma decisão sobre estas certidões e, tendo em conta que os factos em causa envolvem o primeiro-ministro, onde irá decorrer a investigação.

Pinto Monteiro respondeu: «Estão a ser analisadas as nove certidões recebidas nesta Procuradoria-Geral da República, que estão directa ou indirectamente ligadas ao processo denominado ‘Face Oculta’. Por não estarem completamente documentadas, foram solicitados elementos complementares – que se aguardam».

Recorde-se que a lei estipula que factos (e escutas) envolvendo o primeiro-ministro, bem como o Presidente da República e o presidente da Assembleia da República, só podem ser investigados e julgados pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Ex-dirigente socialista e amigo de longa data do primeiro-ministro, Vara foi alvo de vigilâncias e de escutas pela PJ, pelo menos entre Abril e Julho. O vice-presidente do BCP foi constituído arguido por tráfico de influências, por ter aceite, segundo o MP e a PJ, participar numa «rede tentacular» que visou beneficiar as empresas de Manuel Godinho em concursos de recolha e tratamento de resíduos industriais de empresas participadas pelo Estado. Vara terá recebido 10 mil euros.

Uma análise aos currículos dos arguidos permite concluir que o ‘Face Oculta’ atingiu em cheio o PS e o círculo mais próximo de José Sócrates. Além de Armando Vara e de Paulo e José Penedos, outra figura central nesta teia de influências é um primo de Sócrates: Domingos Paiva Nunes, casado com uma prima do primeiro-ministro, que foi vereador da Câmara de Sintra (no executivo de Edite Estrela) e é actualmente administrador no grupo EDP.

Manuel Godinho é o único dos 15 arguidos que já prestou declarações perante o juiz de instrução, estando preso preventivamente por perigo de fuga, de continuação da actividade criminosa e de perturbação do inquérito. O juiz Costa Gomes considerou que Godinho poderia exercer pressão sobre testemunhas que ainda não foram inquiridas e sonegar documentos ainda não apreendidos. Com a prisão do empresário , o procurador João Marques Vidal, titular dos autos, tem o prazo de um ano para deduzir acusação – motivo pelo qual a equipa da PJ neste caso tem vindo a ser reforçada.

Os interrogatórios aos restantes arguidos prosseguiram ontem, estando prevista a audição de Armando Vara e do pai e do filho Penedos na terceira semana de Novembro.

sol07112009

Fonte: Jornal Sol on-line
Por Ana Paula Azevedo, Felícia Cabrita e Luís Rosa
paula.azevedo@sol.pt; felicia.cabrita@sol.pt; luis.rosa@sol.pt

Beyoncé brilha nos Prémios MTV

Cantora norte-americana foi a grande vencedora da edição deste ano, ao conquistar troféus em três categorias

A cantora norte-americana Beyoncé Knowles foi a grande vencedora da 16.ª edição dos Prémios Europeus de Música da MTV, em Berlim, numa noite de glória partilhada com os irlandeses U2. Veja o vídeo.

Beyoncé foi eleita a melhor artista feminina e venceu os prémios de melhor canção (“Halo”) e melhor vídeo (“Single ladies”).

Programa do Governo apresentado na AR

Executivo e oposição aproveitaram ontem o debate parlamentar para marcar terreno, num contexto político de maioria relativa do PS. Socialistas agitam ‘fantasma’ das eleições se as restantes bancadas levantarem problemas de governabilidade. Oposição fala em “chantagem” e diz ao primeiro-ministro para não ameaçar a Assembleia da República

dn06112009José Sócrates aproveitou ontem o debate do programa do Governo para deixar o aviso de que quem governa é o Executivo e que, se assim não for, o PS não tem medo de eleições. Das bancadas da oposição, uma a uma, o aviso foi devolvido: é ao primeiro-ministro que cabe criar condições de estabilidade.

Ao longo de quase nove horas, o debate parlamentar foi um verdadeiro marcar de terreno – de parte a parte – sobre a acção do governo de maioria relativa, face a um Parlamento onde a oposição unida tem o poder de travar ou aprovar propostas à “revelia” do PS. José Sócrates foi direito ao tema, logo na intervenção inicial. “O que resulta da Constituição é que quem governa é o governo”, afirmou o primeiro-ministro, fazendo questão de frisar que este é um Executivo “com inteira legitimidade democrática para governar”.

Já no final do discurso, Sócrates sublinhou que não tem medo de ir às urnas: “O Governo responde politicamente perante esta Assembleia. Mas todos respondemos perante os eleitores. E, pela minha parte, não tenho nenhuma razão para não confiar no julgamento dos portugueses.” Havia mais uma frase no discurso escrito, que Sócrates não leu – “Pelo contrário, eu sempre me dei bem com o julgamento dos portugueses”. Mas o deputado socialista Ricardo Rodrigues viria a dizer algo semelhante mais tarde, por outras palavras: “Arriscam-se [a oposição] a que o PS possa ter maioria absoluta.”

A resposta não tardou. Antecipando que o PS “não vai cumprir o programa”, Manuela Ferreira Leite sustentou que Sócrates agora “não tem alibis, não pode invocar o governo anterior”. Uma situação face à qual o primeiro-ministro tenta “desde já culpar a oposição”. “Não conte connosco para o ajudar a fugir às suas responsabilidades”, rematou Ferreira Leite. O deputado social-democrata José Pacheco Pereira iria mais longe: “Não transporte instabilidade de que nenhum de nós necessita. Pode provocar uma reacção nesta Assembleia, que é ensinar-lhe num ápice que não tem maioria absoluta, tem apenas maioria relativa”.

Também Paulo Portas, líder do CDS/PP, dedicou boa parte da sua intervenção a avisos ao governo. Aconselhando Sócrates a “não criar fantasmas” face a um eventual cenário de “coligação negativa” na oposição, dirigiu-se ao primeiro-ministro: “Não ameace a Assembleia.” Com o Executivo a insistir que estendeu a mão à oposição para coligações, e que os vários partidos rejeitaram, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, acusou o Governo de “tentar passar para outros a responsabilidade” pela governabilidade do País. Bernardino Soares, líder parlamentar comunista, foi mais directo, acusando os socialistas de “chantagem”.

A exigência dos vários partidos de abertura a negociações foi transposta para os dois temas que marcaram o debate: avaliação dos professores e combate à corrupção (ver textos nestas páginas). No primeiro caso, com Sócrates a dizer logo de início que o actual modelo não é para suspender, José Manuel Pureza, líder parlamentar do Bloco de Esquerda, acusou o Governo de querer diálogo “desde que tudo fique exactamente na mesma”. Já Paulo Portas pediu “bom senso” para encontrar uma “solução de consenso”. Uma frase apontada na bancada do Governo, onde não deixou de ser notado que o CDS voltou ontem a enumerar o seu caderno de encargos para negociações

Fonte: Jornal Diário de Notícias on-line
por SUSETE FRANCISCO
06/11/2009

Para que conste:

teixeira-dos-santosO ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, garantiu hoje que não irão ser cobradas taxas pelo uso do multibanco, já que o Estado irá utilizar a faculdade que a lei dá para tomar essa opção.

“Iremos usar a faculdade que a lei nos dá para que se torne bem claro que não serão cobradas taxas pelo uso do multibanco”, afirmou Teixeira dos Santos, durante o debate do programa do Governo, em resposta a uma questão colocada pelo deputado do BE José Guilherme Gusmão.

Acerca da possibilidade de vir a ser cobrada uma taxa pelo uso do multibanco, Teixeira dos Santos começou por recordar que recentemente foi transposta para a ordem jurídica portuguesa uma directiva comunitária relativa a esta matéria.

Contudo, sublinhou, nos termos do decreto-lei que transpõe a directiva para a ordem jurídica nacional “fica reservado através de dispositivo legal subsequente a possibilidade de nós podermos regulamentar a opção que a directiva define de possibilidade ou não de cobrança de taxas no uso dos meios de pagamento em causa”.

Sublinhando que nessa matéria não mudou de opinião, o ministro das Finanças recordou que ao longo dos tempos têm-se assistido à tentativa por parte do sector bancário de introduzir uma taxa pelo uso do multibanco.

Contudo, continuou, “felizmente” existe um banco que é “influente no sistema bancário” e que tem como accionista o Estado, que tem permitido manter “uma linha muito importante de defesa de não cobrança de taxas no uso do multibanco”.

“Iremos prosseguir com esta orientação”, garantiu, avançando de seguida que o Estado irá usar a faculdade que a lei dá para não serem cobradas taxas pelo uso do multibanco.

In Destak on-line
05 | 11 | 2009 18.12H
Destak/Lusa | destak@destak.pt

Faz de conta

A voz da Razão

José Sócrates perdeu a maioria absoluta. Sobra–lhe a certeza absoluta: diga o que disser, a oposição não está interessada em suicidar-se, abatendo em peso um governo recentemente eleito. A situação, de uma hipocrisia salvífica, permite um equilíbrio de farsa onde todos cumprem o seu papel.

joaopereiracoutinhoO engº Sócrates, com voz grossa e decidida, retoma o programa eleitoral, apresenta-o no Parlamento e, lamentando a ausência de parceiros, atira um ‘deixem-nos trabalhar’ pungente e solitário. A oposição não se assusta com o tom e acusa o governo de falsos convites, falsos diálogos. E de um velho autoritarismo. A ‘discussão’ do programa não foi uma ‘discussão’; foi um número de teatro a que todos deram o seu calculado contributo. Só com o tempo, e a crise, e a necessidade de negociação dura, as máscaras de hoje vão cair uma a uma.

Fonte: Jornal Correio da Manhã on-line
Por: João Pereira Coutinho, Colunista
06 Novembro 2009 – 00h30

Alberto Martins

albertomartinsO ministro da Justiça, Alberto Martins, escusou-se hoje a comentar o processo “Face Oculta”, afirmando apenas que, em matéria de combate à corrupção, “a alteração das leis será feita oportunamente”.

Questionado pelos jornalistas sobre se o processo “Face Oculta”, que envolve o ex-ministro socialista Armando Vara, está a manchar o PS, Alberto Martins escusou-se a comentar.

“Não me quero pronunciar sobre isso”, disse.

Instado a comentar se a instituição de códigos de conduta anti-corrupção na administração e empresas públicas, hoje anunciada pelo primeiro-ministro, poderá evitar casos como o “Face Oculta”, Alberto Martins voltou a escusar-se a responder.

“A justiça está a fazer o seu papel e a alteração das leis será feita oportunamente, como disse o primeiro-ministro”, disse o ministro da Justiça, no final da sessão da manhã do debate do programa do Governo, no Parlamento.

José Sócrates anunciou hoje a criação de extensões das unidades especiais da PSP e GNR para combate à criminalidade violenta e uma brigada de investigação tecnológica, além da instituição de códigos de conduta anti-corrupção.

A Polícia Judiciária (PJ) desencadeou no dia 28 de Outubro a operação “Face Oculta” em vários pontos do país, no âmbito de uma investigação relacionada com alegados crimes económicos de um grupo empresarial de Ovar que integra a O2-Tratamento e Limpezas Ambientais, a que está ligado o empresário Manuel José Godinho, que está em prisão preventiva, no quadro deste processo.

No decurso da operação foram efectuadas cerca de 30 buscas, domiciliárias e a postos de trabalho, e 15 pessoas foram constituídas arguidas, incluindo Armando Vara, vice-presidente do Millennium BCP, José Penedos, presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), e o seu filho Paulo Penedos, advogado da empresa SCI-Sociedade Comercial e Industrial de Metalomecânica SA, de Manuel José Godinho.

Fonte: Jornal Destak on-line
05 | 11 | 2009 15.13H
Destak/Lusa | destak@destak.pt

[N.W.] – Um dos comentários que mereceu especial destaque, no contexto desta peça, foi o que a seguir se transcreve:

«Claro, oportunamente, muito provavelmente no dia de S. Nunca à tarde. Enquanto isto as coisas vão acontecendo, como o exemplo que se segue.

*”O Factor Vara”… Miguel Sousa Tavares** * /08:00 Segunda-feira, 16 de Fev. de 2009/
Toda a ‘carreira’, se assim lhe podemos chamar, de Armando Vara, é uma história que, quando não possa ser explicada pelo mérito (o que, aparentemente, é regra), tem de ser levada à conta da sorte. Uma sorte extraordinária. Teve a sorte de, ainda bem novo, ter sentido uma irresistível vocação de militante socialista, que para sempre lhe mudaria o destino traçado de humilde empregado bancário da CGD lá na terra. Teve o mérito de ter dedicado vinte anos da sua vida ao exaltante trabalho político no PS, cimentando um currículo de que, todavia, a nação não conhece, em tantos anos de deputado ou dirigente político, acto, ideia ou obra que fique na memória.
Culminou tão profícua carreira com o prestigiado cargo de ministro da Administração Interna – em cuja pasta congeminou a genial ideia de transformar as directorias e as próprias funções do Ministério em Fundações, de direito privado e dinheiros públicos. Um ovo de Colombo que, como seria fácil de prever, conduziria à multiplicação de despesa e de “tachos” a distribuir pela “gente de bem” do costume. Injustamente, a ideia causou escândalo público, motivou a irritação de Jorge Sampaio e forçou Guterres a dispensar os seus dedicados serviços. E assim acabou – “voluntariamente”, como diz o próprio – a sua fase de dedicação à causa pública.
Emergiu, vinte anos depois, no seu guardado lugar de funcionário da CGD, mas agora promovido por antiguidade ao lugar de director, com a misteriosa pasta da “segurança”. E assim se manteve um par de anos, até aparecer também subitamente licenciado em Relações Qualquer Coisa por uma também súbita Universidade, entretanto fechada por ostensiva fraude académica. Poucos dias após a obtenção do “canudo”, o agora dr. Armado Vara viu-se promovido – por mérito, certamente, e por nomeação política, inevitavelmente – ao lugar de administrador da CGD: assim nasceu um banqueiro. Mas a sua sorte não acabou aí: ainda não tinha aquecido o lugar no banco público, e rebentava a barraca do BCP, proporcionando ao Governo socialista a extraordinária oportunidade de domesticar o maior banco privado do país, sem sequer ter de o nacionalizar, limitando-se a nomear os seus escolhidos para a administração, em lugar dos desacreditados administradores de “sucesso”.
A escolha caiu em Santos Ferreira, presidente da CGD, que para lá levou dois homens de confiança sua, entre os quais o sortudo dr. Vara. E, para que o PSD acalmasse a sua fúria, Sócrates deu-lhes a presidência da CGD e assim a meteórica ascensão do dr. Vara na banca nacional acabou por ser assumida com um sorriso e um tom “leve”. Podia ter acabado aí a sorte do homem, mas não. E, desta vez, sem que ele tenha sido tido ou achado, por pura sorte, descobriu-se que, mesmo depois de ter saído da CGD, conseguiu ser promovido ao escalão máximo de vencimento, no qual vencerá a sua tão merecida reforma, a seu tempo. Porque, como explicou fonte da “instituição” ao jornal “Público”, é prática comum do “grupo” promover todos os seus administradores-quadros ao escalão máximo quando deixam de lá trabalhar. Fico feliz por saber que o banco público, onde os contribuintes injectaram nos últimos seis meses mil milhões de euros para, entre outros coisas, cobrir os riscos do dinheiro emprestado ao sr. comendador Berardo para ele lançar um raide sobre o BCP, onde se pratica actualmente o maior spread no crédito à habitação, tem uma política tão generosa de recompensa aos seus administradores – mesmo que por lá não tenham passado mais do que um par de anos.
Ah, se todas as empresas, públicas e privadas, fossem assim, isto seria verdadeiramente o paraíso dos trabalhadores! Eu bem tento sorrir apenas e encarar estas coisas de forma leve. Mas o ‘factor Vara’ deixa-me vagamente deprimido. Penso em tantos e tantos jovens com carreiras académicas de mérito e esforço, cujos pais se mataram a trabalhar para lhes pagar estudos e que hoje concorrem a lugares de carteiros nos CTT ou de vendedores porta a porta e, não sei porquê, sinto-me deprimido. Este país não é para todos. P.S. – Para que as coisas fiquem claras, informo que o sr. (ou dr.) Armando Vara tem a correr contra mim uma acção cível em que me pede 250 000 euros de indemnização por “ofensas ao seu bom nome”.
Porque, algures, eu disse o seguinte: “Quando entra em cena Armando Vara, fico logo desconfiado por princípio, porque há muitas coisas no passado político dele de que sou altamente crítico”. Aparentemente, o queixoso pensa que por “passado político” eu quis insinuar outras coisas, que a sua consciência ou o seu invocado “bom nome” lhe sugerem. Eu sei que o Código Civil diz que todos têm direito ao bom nome e que o bom nome se presume. Mas eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série – ou se tem ou não se tem. O tribunal dirá, mas, até lá e mesmo depois disso, não estou cativo do “bom nome” do sr. Armando Vara. Era o que faltava! Acabei de confirmar no site e está lá, no site institucional do BCP.
Vejam bem os anos de licenciatura e de pós-graduação!!!!! : Armando António Martins Vara Dados pessoais: Data de nascimento: 27 de Março de 1954 Naturalidade: Vinhais – Bragança Nacionalidade: Portuguesa Cargo: Vice-Presidente do Conselho de Administração Executivo Início de Funções: 16 de Janeiro de 2008 Mandato em Curso: 2008/2010 Formação e experiência Académica Formação: 2005 – Licenciatura em Relações Internacionais (UNI) 2004 – Pós-Graduação em Gestão Empresarial (ISCTE) http://www.millenniumbcp.pt/pubs/pt/grupobcp/quems omos/orgaossociais//article.jhtml?articleID=217516 Extraordinário… CV de fazer inveja a qualquer gestor de topo, que nunca tenha perdido tempo em tachos e no PS ! Conseguiu tirar uma Pós-graduação ANTES da licenciatura… Ou a pós-graduação não era pós-graduação ou foi tirada com o mesmo professor da licenciatura, dele e do Eng. Sócrates… e viva o BCP e o seu “bom nome” !!!»

Governo vai aumentar este ano as pensões. A subida será de 1,25 por cento naquelas que vão até 630 euros e de 1 por cento nas que chegam aos 1.500 euros, prometendo alargar as condições de acesso ao subsídio de desemprego.

Estes valores foram avançados por José Sócrates na abertura do debate do Programa do Governo na Assembleia da República.

“Isto significa aumentar as pensões mais baixas e manter o valor das pensões mais altas. Tendo em conta a inflação verificada isto representa um aumento real do poder de compra superior a dois por cento para os pensionistas com pensões mais baixas”, declarou.

Segundo José Sócrates, este ano vai verificar-se “uma situação absolutamente extraordinária de inflação negativa”, o que, “se nada fosse feito, determinaria uma redução do valor das pensões da generalidade dos portugueses”.

No entanto, de acordo com o primeiro-ministro, tal seria “inaceitável”.

“Para situações extraordinárias respostas extraordinárias”, afirmou, antes de anunciar o aumento das pensões para este ano.

Alargadas condições de acesso ao subsídio de desemprego

Em relação ao subsídio do desemprego, José Sócrates declarou que, sem prejuízo do entendimento alcançado em concertação social, o Executivo decidiu alargar, até ao final de 2010, como medida extraordinária, as condições de acesso ao subsídio de desemprego.

Trata-se, de acordo com Sócrates, “de reforçar a protecção social mas também ir ao encontro das pretensões de alguns parceiros sociais e de algumas forças políticas”.

“O Governo entende que, neste período, o subsídio de desemprego seja atribuído a todos os desempregados com pelo menos um ano de descontos nos últimos dois anos antes da situação de desemprego”, acrescentou.

Em relação ao salário mínimo, José Sócrates disse que o executivo está “empenhado no cumprimento do acordo celebrado” em concertação social.

“Queremos, no âmbito da concertação, definir novos objectivos de aumento progressivo do salário mínimo, num quadro de médio prazo”, acrescentou.

Fonte: Jornal de Notícias on-line
05 Nov 2009 | 11h23m

[N.W.] – É bem feito! Não votaram nele? Isto é puro gozo, cambada! Até ao valor máximo de 630 euros, 1,25% representa um aumento de 7,88 euros. Mas até ao limite máximo de 1.500 euros, o aumento será de 15,00 euros, ou seja, quase o dobro do aumento dos de 630 euros…! Então isto é “justiça social”? Quem ganha menos, continua a ganhar ainda menos e quem ganha mais continua a ganhar ainda mais!
Mas isto não é ainda tudo! Quem tiver pensões miseráveis de 230 euros, levará um “aumento” de 2,88 euros! Agora pergunto: com os aumentos da elecricidade, do gás, dos alimentos, do vestuário, dos materiais e equipamentos escolares dos filhos, quem é que pode aguentar, com sanidade mental aceitável, esta miserável forma de aumento que mais não é que gozar com os miseráveis que não têm a suprema ventura de auferirem o mesmo que um deputado, um secretário de estado, um ministro, ou um qualquer administrador dessas empresas para onde vão os impostos que nos esmifram a torto e a direito e que são milhões de euros?
Aqui o problema não é uma questão de inveja por quem ganha mais. Aqui o problema é que os que ganham muito, demasiado até para aquilo que produzem em benefício do País e da sociedade, não quererem pagar mais aos escravos que trabalham sob as suas ordens, para que a Banca, por exemplo, continue a registar milhões de euros de lucros mensais às nossas custas! Para que uns Silva Lpes afirmem que «Aumentos criam mais desemprego»; para que Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, já se mostrou contra aumentos salariais acima de 1,5%; para que Francisco Van Zeller, da Confederação Industrial Portuguesa (CIP), defende o congelamento dos ordenados e por aí fora! Os tubarões querem tudo para eles, cambada!

Ateístas

Associação promete pedir a retirada de todos os símbolos religiosos das escolas, hospitais e quartéis. Já a Associação República e Laicidade pede ao Ministério da Educação para mandar tirar todos os crucifixos.

dn05112009A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) garante que vai pedir a retirada de todos os símbolos religiosos dos edifícios públicos, caso não haja uma medida oficial que o faça. “Faremos uma reclamação para que sejam retirados todos os símbolos. Não só nas escolas, mas também nos hospitais, quartéis e outros edifícios públicos”, adianta ao DN Carlos Esperança, presidente da AAP.

Também a Associação República e Laicidade (ARL) enviou uma carta à ministra da educação, Isabel Alçada, a pedir que o ministério mande tirar os crucifixos das escolas “através de uma circular”. A polémica dos crucifixos nas escolas foi relançada na terça-feira por causa da sentença em que o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos mandou retirar os crucifixos de uma escola italiana e decretou o pagamento de uma indemnização à mãe dos alunos que pediu a retirada dos mesmos.

Por cá, os crucifixos podem ser retirados das escolas se houver uma reclamação dos pais ou dos professores, ou seja, de alguém em contacto directo com a escola. Será esta norma que pode fazer com que o pedido da AAP para que sejam tirados todos os símbolos não tenha efeito.

No entanto, Carlos Esperança esclarece que esta medida não se trata de “nenhuma animosidade contra os símbolos religiosos”. “Trata-se apenas da defesa da laicidade do Estado e da defesa da igualdade de todas as religiões”, explica.

Para fazer valer o seu pedido, a ARL promete pedir uma audiência à nova ministra da Educação. Se o encontro não resultar, aí “teremos de ponderar o que vamos fazer”, reconhece Ricardo Alves, presidente da ARL.

De acordo com a ARL, as escolas têm removido os crucifixos, sempre que existe uma queixa nesse sentido. O DN questionou o Ministério da Educação para saber quantos foram retirados, mas não obteve resposta em tempo útil. Desde o 25 de Abril de 1974 que os crucifixos já não são obrigatórios.

Porém, as escolas portuguesas ainda estão marcadas pela tradição católica. Além dos símbolos como crucifixos, ainda se celebram festas religiosas e, muitas vezes, os próprios nomes dos estabelecimentos referem figuras religiosas.

O Vaticano também comentou a decisão que foi tomada pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. “A nossa reacção só poderia ser uma reacção de lamento e agora vamos reunir todas as nossas forças para conservar os símbolos da nossa fé para os crentes e não crentes”, refere o secretário do Vaticano, Tarcisio Bertone, citado pela Lusa. O cardeal revelou ainda que o Vaticano está satisfeito com o recurso apresentado pelo Estado italiano contra a sentença do Tribunal de Estrasburgo.

Fonte: Jornal Diário de Notícias on-line
Por ANA BELA FERREIRA
05 Nov 2009

[N.W.] – Ok, essa gajada pretende que retirem os crucifixos de tudo o que é edifício público? Ora bem, EXIGE-SE a este governo que acabe com TODOS OS FERIADOS E FESTAS RELIGIOSAS DESTE PAÍS, com todos os edifícios que sejam igrejas, templos, locais de culto religioso, sejam eles de que religião forem e NINGUÉM poderá exibir medalhas, imagens ou símbolos ligadas com a religião católica ou qualquer outra, sob pena de alguém se sentir incomodado por esse facto! Também terão de encerrar TODAS AS EMPRESAS que vendam artigos religiosos, sejam eles quais forem.
Será que estes manhosos não têm outra coisa na puta da vida para se dedicarem senão andarem a lixar a mona ao pessoal? Já não bastava aquele “escritor” que é meio-portugês, semi-español para atirar alarvices sobre a Bíblia e Deus, tinha de vir agora esta cambada para comporem o ramalhete?
Começo a pensar que afinal o Salazar é que tinha razão!

Trabalho: Economista Silva Lopes prevê taxa nos 10% em 2010

O ex-ministro das Finanças Silva Lopes acredita que Portugal vai chegar aos 10% na taxa de desemprego em 2010 e está contra aumentos salariais, que considera serem autênticas “fábricas de desemprego”.

O também ex-governador do Banco de Portugal defende que o País registou o maior aumento dos custos unitários do trabalho na União Europeia, o que “explica a nossa recente perda de competitividade” e de capacidade em exportar. Silva Lopes refere ainda que as despesas sociais não poderão crescer acima de 1% ao ano, uma evolução a par do crescimento do PIB. Mesmo assim, admite que conseguir que as pensões só subam um ponto percentual é algo de “preocupante”.

Comentando as previsões da Comissão Europeia, o economista considera que é “aceitável” um nível de défice nos 8%, preferindo porém sublinhar a sustentabilidade da dívida pública, que em 2011 poderá atingir os 90% do PIB. “A bomba da dívida externa pode rebentar a qualquer altura”, alerta. Um cenário económico negativo que tem implicações na governação. “A instabilidade política em Portugal vai aumentar muito. O futuro não é desesperado, mas não é brilhante”, prevê Silva Lopes, que falava ontem à margem de uma conferência na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

Um estudo elaborado pelo economista Eugénio Rosa, membro da CGTP, refere que Silva Lopes, enquanto presidente do Montepio Geral, recebeu um salário anual de 400 mil euros, no mesmo ano em que a remuneração média era de 891 euros.

IMIGRANTES SAEM DE PORTUGAL

Numa altura em que o ex-ministro das Finanças Silva Lopes acredita que “o desemprego chegue aos 10% em 2010″, os imigrantes sentem na pele a falta de trabalho, e estão a optar cada vez mais por abandonar o País.

Segundo dados do Programa de Retorno Voluntário da Organização Internacional para as Migrações (OIM), o aumento de pedidos de ajuda é claro: até final de Outubro, 845 estrangeiros procurarama OIM. Mais 220 do que em 2008 e quase o triplo de 2007.

Segundo os responsáveis da organização, os números explicam–se com a crise económica que afecta Portugal, que tem maior impacto nestes imigrantes que “são pessoas numa grande situação de vulnerabilidade” e que trabalham em sectores “instáveis, como a restauração e construção civil”.

A maioria dos pedidos de ajuda, 76%, chega de imigrantes brasileiros, que estão atentos à recuperação da economia no Brasil.

SINDICATOS EXIGEM ENTRE 3% E 4,5%

Vítor Constâncio, governador do Banco de Portugal, já se mostrou contra aumentos salariais acima de 1,5%; Francisco Van Zeller, da Confederação Industrial Portuguesa (CIP), defende o congelamento dos ordenados, mas ainda assim os sindicatos não deixam de considerar que existe margem orçamental no País para melhorar os salários dos portugueses. Os sindicatos da Função Pública já propuseram um aumento de 4,5%, queixando-se de serem a “vaca sagrada para controlar o défice”. A Federação Sindical do Sector Financeiro (Febase) tem uma proposta de mais 3% para os salários dos bancários. Já olíder da União Geral dos Trabalhadores (UGT), João Proença, tem vindo a defender um aumento significativo tanto do salário mínimo quanto das pensões.

PORMENORES

INVESTIMENTOS

O ex-ministro das Finanças Silva Lopes não se mostra contra as grandes obras públicas, mas defende que todos os investimentos merecem mais seriedade e reflexão.

JUSTIÇA

Silva Lopes recordou, sobre o BPN, que esse banco vai custar 2% do PIB. “Madoff provocoumenos danos e já está preso.”

IMPOSTOS

O economista rejeita a ideia de redução de impostos devido à actual conjuntura financeira de crise.

Fonte: Jornal Correio da Manhã on-line
Por: Pedro H. Gonçalves
05 Novembro 2009 – 00h30

[N.W.] – «Aumentos criam mais desemprego»! Será que os salários astronómicos destes manhosos que fazem este tipo de afirmação, as reformas bilionárias, os gamanços dos corruptos no valor de milhões de euros, não contribuirão para que não exista dinheiro para ser distribuído pela plebe? Se não fossem os escravos, como caminhariam estas empresas? Seriam estes engravatados, estes intelectualóides, estes manhosos, que desenvolveriam a economia, fariam o trabalho e colocariam as empresas a produzirem e a renderem?
Este, é mais um a juntar à lista dos que ultimamente tem aparecido aí pelos corredores da gente série, honesta e trabalhadora: Escutas: Conversa gravada pela Polícia Judiciária de Aveiro – PJ escuta Vara a exigir 10 mil euros – Armando Vara e Manuel Godinho encontraram-se em Vinhais em Fevereiro deste ano, mas nunca marcaram qualquer encontro por telemóvel. O empresário de Ovar era tido como um homem bastante cauteloso, e as suas conversas telefónicas nunca eram explícitas. Diz o despacho que determinou a prisão preventiva de Godinho que só a partir do primeiro encontro de 7 de Fevereiro Vara e o empresário começaram a falar ao telefone. Mesmo assim, as conversas eram inócuas, servindo apenas para marcar encontros. Este País está a necessitar URGENTEMENTE de um NOVO 25 DE ABRIL mas não igual ao de 74!

Nada de excitações

Estado do Sítio

antonioribeiroferreiraCalma. A porcaria vai assentar e os corruptos vão continuar a fazer a sua vida à sombra desta democracia de maus costumes.

O Ministério Público chegou à conclusão de que o contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara foi feito à medida dos interesses do grupo Mota-Engil. Evidentemente que esta evidência não significa que alguém vá preso. Nada disso. Neste caso, o negócio foi feito por anjinhos que não receberam nada em troca e só pensaram, a todo o momento, nos interesses estratégicos do sítio. É natural.

É em nome desses interesses estratégicos que o Estado anda metido em tudo e mais alguma coisa. A esquerda baba-se com os sectores estratégicos e as empresas estratégicas. Pois é. É a face visível de um sistema corrupto, cada vez mais corrupto, em que vale tudo para fazer fortuna e impor aos privados regras sujas de um jogo cada vez mais porco e repelente. Agora aí está mais uma operação policial que descobriu uma pequena parte da face oculta do sistema. No centro do caso, que está a excitar os indígenas, aparece um sucateiro que criou um grupo empresarial ao fim de muitos anos de trabalho e que terá corrompido uns senhores de colarinho muito branco para fazer negócios com empresas estratégicas do Estado, empregar centenas de trabalhadores e pagar-lhes os salários.

Obviamente que está preso. Os outros, senhores de gravatas caras que circulam nos corredores do poder e das empresas públicas estratégicas há imensos anos, ligados aos partidos do Bloco Central, os patrões do polvo, andam por aí à espera de novas e mandados já com um rol imenso de defensores. É evidente que neste sítio manhoso, cada vez mais manhoso, corrupto, cada vez mais corrupto, pobre, cada vez mais pobre, deprimido, cada vez mais deprimido, cheio de larápios, e que larápios, chicos-espertos, e que chicos, cheio de mentirosos, e que mentirosos, e obviamente cada vez mais mal frequentado, o que não falta é sucateiros que só sobrevivem corrompendo os patrões do sistema.

Claro que não são todos iguais. Há os pequenos, os médios e os tubarões. Desta vez caiu na rede um à medida do sistema que andou por aí a fazer negócios corruptos com várias empresas estratégicas do Estado. Obviamente que está preso. Mas nestas coisas de corrupção é preciso muita calma. Nada de excitações. As campainhas de alarme já começaram a tocar em todos os corredores do poder, e, mais cedo do que tarde, em nome dos altos interesses do Estado, tudo irá voltar à normalidade. A porcaria vai assentar e os corruptos vão continuar a fazer a sua vidinha à sombra desta democracia de muitos maus costumes.

Fonte: Jornal Correio da Manhã on-line
02 Novembro 2009 – 09h00
Por: António Ribeiro Ferreira, Grande Repórter

[N.W.] – Sem papas na língua! Outro grande jornalista que não tem medo de falar contra o sistema!

A outra face

ricardocostaO que surpreende no despacho da ‘Face Oculta’ é o pormenor e a clareza das ligações entre nomes e empresas. Ninguém diria que seria um caso tipo série B a abanar a política, o Estado e a banca.

Confesso o meu espanto com o silêncio a que a política e a banca se remeteram quando a operação ‘Face Oculta’ lhes caiu em cima. Uma parte do silêncio é justificável: nos últimos anos a Justiça tem sido pródiga em disparar em todas as direcções, em arrastar processos para as calendas e arranjar umas pseudonovidades para manter ‘a bola no ar’. Mas outra parte é absolutamente injustificável: o caso envolve pressões a ministros, empresas do Estado, gestores públicos, advogados espertos e o vice-presidente do maior banco privado português.

O enredo não tem offshores, milhões de euros a circular, almoços no Ritz ou gente com gravatas Hermès. Tem sucata, envelopes em dinheiro vivo, carros de sonho de patos-bravos e almoços em que o fato fica a cheirar a peixe pela tarde fora.

Mas tem mais algumas coisas. A leitura do despacho (artigo nas págs. 4 e 5) mostra uma evidência. Em Portugal ganha-se muito mais dinheiro em médios negócios feitos à sombra do Estado e longe dos holofotes do escrutínio público do que nos negócios de que todos falamos.

No TGV, nos contentores, nas pontes e auto-estradas há somas monstruosas envolvidas, mas também há (felizmente) muita gente a ver tudo o que corre mal. Noutras áreas, como o Ambiente, circula imenso dinheiro e favores sem qualquer escrutínio ou atenção.

Só isso é que explica o à-vontade com que Manuel Godinho terá montado uma “rede tentacular integrada” para ser favorecido em concursos públicos. Tudo se passava num sector de que ninguém fala. Godinho estava tão à vontade como os beneficiários. Quem é que liga à sucata?

Em Espanha também ninguém ligava aos pequenos concursos dos governos autonómicos. Mas em poucos meses o PP está à beira da implosão por causa de uma rede que dava pequenas prendas e valores em troca de informação e adjudicações.

A ‘rede Gürtel’ está a dar cabo da política espanhola e mostrou uma face desconhecida do país vizinho. A rede de sucata de Godinho está a mostrar outra face do nosso país. Longe das grandes concessões trocam-se favores, manobram-se ministros e gestores. Tudo isto com pouco dinheiro e nenhum esforço. Em poucos meses, o fio de um sucateiro levou a uma meada que põe em causa a gestão de algumas das maiores empresas, lançou mais uma bomba no BCP e remeteu o PS a um silêncio catatónico. Só se pede que a Justiça seja rápida. O país não aguenta outra ‘operação Furacão’.

Fonte: Jornal Expresso on-line
Por: Ricardo Costa (www.expresso.pt)
8:00 Segunda-feira, 2 de Nov de 2009

Os intocáveis

mariocrespoO processo Face Oculta deu-me, finalmente, resposta à pergunta que fiz ao ministro da Presidência Pedro Silva Pereira – se no sector do Estado que lhe estava confiado havia ambiente para trocas de favores por dinheiro. Pedro Silva Pereira respondeu-me na altura que a minha pergunta era insultuosa.

Agora, o despacho judicial que descreve a rede de corrupção que abrange o mundo da sucata, executivos da alta finança e agentes do Estado, responde-me ao que Silva Pereira fugiu: Que sim. Havia esse ambiente. E diz mais. Diz que continua a haver. A brilhante investigação do Ministério Público e da Polícia Judiciária de Aveiro revela um universo de roubalheira demasiado gritante para ser encoberto por segredos de justiça.

O país tem de saber de tudo porque por cada sucateiro que dá um Mercedes topo de gama a um agente do Estado há 50 famílias desempregadas. É dinheiro público que paga concursos viciados, subornos e sinecuras. Com a lentidão da Justiça e a panóplia de artifícios dilatórios à disposição dos advogados, os silêncios dão aos criminosos tempo. Tempo para que os delitos caiam no esquecimento e a prática de crimes na habituação. Foi para isso que o primeiro-ministro contribuiu quando, questionado sobre a Face Oculta, respondeu: “O Senhor jornalista devia saber que eu não comento processos judiciais em curso (…)”.

O “Senhor jornalista” provavelmente já sabia, mas se calhar julgava que Sócrates tinha mudado neste mandato. Armando Vara é seu camarada de partido, seu amigo, foi seu colega de governo e seu companheiro de carteira nessa escola de saber que era a Universidade Independente. Licenciaram-se os dois nas ciências lá disponíveis quase na mesma altura. Mas sobretudo, Vara geria (de facto ainda gere) milhões em dinheiros públicos. Por esses, Sócrates tem de responder. Tal como tem de responder pelos valores do património nacional que lhe foram e ainda estão confiados e que à força de milhões de libras esterlinas podem ter sido lesados no Freeport.

Face ao que (felizmente) já se sabe sobre as redes de corrupção em Portugal, um chefe de Governo não se pode refugiar no “no comment” a que a Justiça supostamente o obriga, porque a Justiça não o obriga a nada disso. Pelo contrário. Exige-lhe que fale. Que diga que estas práticas não podem ser toleradas e que dê conta do que está a fazer para lhes pôr um fim. Declarações idênticas de não-comentário têm sido produzidas pelo presidente Cavaco Silva sobre o Freeport, sobre Lopes da Mota, sobre o BPN, sobre a SLN, sobre Dias Loureiro, sobre Oliveira Costa e tudo o mais que tem lançado dúvidas sobre a lisura da nossa vida pública.

Estes silêncios que variam entre o ameaçador, o irónico e o cínico, estão a dar ao país uma mensagem clara: os agentes do Estado protegem-se uns aos outros com silêncios cúmplices sempre que um deles é apanhado com as calças na mão (ou sem elas) violando crianças da Casa Pia, roubando carris para vender na sucata, viabilizando centros comerciais em cima de reservas naturais, comprando habilitações para preencher os vazios humanísticos que a aculturação deixou em aberto ou aceitando acções não cotadas de uma qualquer obscuridade empresarial que rendem 147,5% ao ano. Lida cá fora a mensagem traduz-se na simplicidade brutal do mais interiorizado conceito em Portugal: nos grandes ninguém toca.

Fonte: Jornal de Notícias on-line
02 Nov 2009 | 00h30m
Por: Mário Crespo

[N.W.] – BRAVO!!!

A doença da liberdade

A voz da Razão

joaopereiracoutinhoE a gripe A? Está bem e recomenda-se: no hemisfério sul, onde o Inverno já veio e já foi, a situação não foi apocalíptica. Mortos? Alguns. Na Austrália cerca de mil. Três vezes menos do que as vítimas que, todos os anos, tombam com gripe sazonal.

Isto devia servir para moderar a histeria que corre e a intenção sinistra das ‘autoridades da saúde’ (atenção à expressão) em vacinarem classes inteiras de indivíduos. Os médicos não se entendem sobre a bondade da vacina e, como relata a revista ‘Atlantic’ deste mês, sobre a utilidade dela: estudos recentes demonstram que, nos ‘grupos de risco’, a eficácia é nula, ou reduzida. O Estado devia parar com a infantilização dos portugueses. E, já agora, permitir que cada um usasse a respectiva cabeça. Liberdade não é doença.

Fonte: Jornal Correio da Mnhã on-line
Por: João Pereira Coutinho, Colunista
30 Outubro 2009 – 00h30

Gripe A (H1N1)

dn30102009A Suíça proibiu hoje a utilização da vacina ‘Pandemrix’ em mulheres grávidas, crianças com menos de 18 meses e adultos com mais de 60 anos. A vacina do laboratório GlaxoSmithKline é a mesma utilizada em Portugal.

A base da incerteza da Suíça quanto ao uso da vacina contra a gripe A (H1N1) está no uso do adjuvante AS03, utilizado para a vacina.

“Os dados actuais dizem essencialmente respeito a adultos, mas não existe nenhum dado para mulheres grávidas e os dados que existem sobre as crianças são insuficiente”, declarou hoje a autoridade de regulação do medicamento suíça, a Swissmedic, num comunicado.

Em contrapartida, a Swissmedic autorizou a vacina Focetria contra a gripe pandémica, do laboratório suíço Novartis, que contém “o adjuvante MF59, utilizado há muito tempo em vacinas contra a gripe sazonal”, e fabricado a partir de ovos embrionários de galinhas como a Pandemrix.

À luz da decisão da Agência Europeia do Medicamento, a Swissmedic julga que “a Focetria é recomendada para adultos e crianças a partir dos seis meses”. No que diz respeito às “grávidas e às mulheres que amamentam, cabe ao médico assistente medir as vantagens e os inconvenientes da administração”.

A vacina Pandemrix foi aprovada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e escolhida pela Agência Europeia do Medicamento para ser usada na União Europeia, a que a Suíça não pertence.

Recentemente, soube-se que a vacina Pandemrix não foi aprovada pelos Estados Unidos devido à presença do adjuvante esqualeno na sua composição, que alegadamente poderia causar danos à saúde dos que a tomam.

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) esclareceu terça-feira que aquele adjuvante tem sido utilizado noutras vacinas sem que tenha sido identificado qualquer risco significativo.

Em comunicado, o Infarmed afirma que “mais de 22 milhões de vacinas contendo esqualeno (adjuvante) foram já administradas sem que tenha sido identificado qualquer risco significativo”.

Segundo este organismo, os adjuvantes (também conhecidos como imunomoduladores ou potenciadores da resposta imunitária) são um componente utilizado em vacinas há décadas para melhorar a resposta imunitária aos antigénios presentes.

Fonte: Jornal Diário de Notícias on-line
Por DN/Lusa/AFP
30.Out.2009

‘Pandemrix’

A vacina escolhida não é considerada segura por todos os organismos. Segundo o Infarmed, foi “estabelecida a relação benefício-risco e o benefício foi considerado superior ao risco” pela Agência Europeia do Medicamento

dn28102009A vacina que está a ser usada em Portugal contra a gripe A não foi aprovada pelos Estados Unidos por conter substâncias na sua composição que podem alegadamente causar danos à saúde dos que a tomam. Trata-se da Pandemrix, vacina aprovada pela Organização Mundial da Saúde e escolhida pela Agência Europeia do Medicamento para ser usada em todos os Estados membros. E em relação à qual o Infarmed garante terem sido feitos todos os testes de qualidade.

No entanto, a Pandemrix está a provocar a recusa de muitas pessoas na Alemanha da sua utilização, dando como justificação o facto de os políticos e os funcionários públicos de topo serem preventivamente vacinados com uma outra. O presidente do Colégio Alemão dos Médicos de Família refere mesmo que os “potenciais riscos ultrapassam os benefícios” e, segundo Michael Kochen, este é um “teste em larga escala feito à população alemã” enquanto o Ministério da Saúde veio a público esclarecer que a Pandemrix não tem efeitos secundários mais graves que a vacina alternativa. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Klaus Schroeder, foram encomendadas 50 milhões de doses de Pandemrix e não de outro preparado, porque pode ser produzida quatro vezes mais rapidamente do que a Cevalpan. Refira-se que 22 Governos europeus já encomendaram 440 milhões de Pandemrix.

Em Portugal, membros dos grupos prioritários recusaram a vacinação, designadamente políticos e a classe médica. Ontem, o presidente da Associação Portuguesa de Bioética, Rui Nunes, considerou que a recusa de médicos e de outros profissionais de saúde deve ser aceite com “prudência e bom-senso” porque acha esta reserva “natural” quando se trata de profissionais que “estão mais envolvidos no meio; sabem mais do ponto de vista técnico/científico o que se passa e sabem que não há ainda resultados verdadeiramente sólidos que permitam determinar com clareza se a pessoa deve ser vacinada”.

Nos EUA, a Pandemrix não foi aprovada porque contém uma substância, o escaleno, que alegadamente provoca a alteração do sistema imunitário. Vários estudos ligaram os seus efeitos à síndrome da Guerra do Golfo porque terá sido utilizado como adjuvante na vacina do antrax (ler coluna ao lado). O que está em causa nesta vacina, segundo os seus detractores, são dois componentes que se encontram tanto na própria vacina como no adjuvante que lhe é adicionado para aumentar os efeitos.

Apesar de a vacina da GlaxoSmithKline (GSK) estar em conformidade com as regras europeias da Organização Mundial de Saúde (OMS), ela contém, segundo a informação que esteve no site da farmacêutica até ontem a meio do dia, cinco microgramas de tiomersal – na vacina – e 10, 69 miligramas de escaleno – no adjuvante -, cujos efeitos secundários são polémicos e considerados insuficientemente testados nos seres humanos. Estes dois produtos são necessários para potenciar os efeitos da vacina de modo a que a já gigantesca produção do medicamento satisfaça a procura em menos tempo de produção. O escaleno reduz o tempo da cultura de vírus inactivos e o tiomersal permite utilizar o sistema da multidose.

A preocupação da OMS perante os riscos das vacinas para a H1N1 é tão grande que responsabiliza as autoridades médicas nacionais para os alegados riscos e benefícios das vacinas disponíveis antes de as licenciarem, porque “quando vacinas pandémicas são administradas a tantos milhões de pessoas pode não ser possível identificar situações raras”. Aconselha a monitorização intensa e comunicação imediata dessas situações e a troca a nível mundial desses dados.

A GSK, contactada pelo DN, considera que no caso do escaleno “não existem estudos conclusivos que permitam estabelecer relação entre causa e efeito” e confirma que a substância permite “com menos fazer mais” porque é um “amplificador de sinal”. No caso do tiomersal, refere que “a pequena dose de mercúrio de 25 microgramas” não “induz malformações no sistema nervoso dos bebés nem ameaça o de-senvolvimento dos embriões” e que está muito abaixo do “limite aceitável para as grávidas de 60 kg, que é de 96 microgramas”.

O Infarmed – a Autoridade Nacional do Medicamento – confirma que as duas substâncias encontram-se na Pandemrix, mas que “as afirmações sobre o tiomersal e o escaleno não são, de facto, nem correctas nem verdadeiras”. Esclareceu ao DN que a vacina foi aprovada por “procedimento centralizado” – pela Agência Europeia do Medicamento – e que ficou homologada para todos os Estados membros.

O Infarmed informa, também, que “durante o processo de avaliação foram ponderados todos os aspectos relativos à qualidade, segurança e eficácia de um medicamento, sendo estabelecida uma relação benefício-risco. Na situação em apreço, o benefício foi considerado superior ao risco, razão pela qual a Agência Europeia emitiu uma posição favorável à autorização do medicamento”.

In Diário de Notícias on-line
por João Céu e Silva
28.Out.2009

[N.W.] – Um tema preocupante já que envolve a saúde e a própria vida das pessoas e a constação que ninguém ainda sabe se o benefício da vacina é superior ao risco! O facto é que esta vacina, tenha a composição que tiver, já causou graves situações a nível neurótico, físico e morte. Não estou aqui para influenciar seja quem for porque cada um é livre de se vacinar ou não, no entanto, estas notícias são bem alarmantes e traduzem uma mensagem de quem sabe o resultado que esta vacina, em algumas pessoas, pode causar. Além disso, escrevi ontem num comentário sobre o facto de o Director-Geral da Saúde de Portugal ter tomado a vacina em frente às câmaras e o comentário de um outro leitor ter pensado se aquela “vacina” era mesma a verdadeira ou era só para a fotografia! Pensei o mesmo na altura em que li a notícia e por esta peça que aqui é inserida, onde se pode ler que «a Pandemrix está a provocar a recusa de muitas pessoas na Alemanha da sua utilização, dando como justificação o facto de os políticos e os funcionários públicos de topo serem preventivamente vacinados com uma outra», se aquilo não foi mesmo uma encenação para português ver…
E por este assunto ser muito preocupante – porque com a vida das pessoas não se brinca -, revejam, e não me cansarei de aqui inserir as vezes que forem necessárias, os vídeos  e notícias abaixo. Os negritos e vermelhos na peça acima são de minha autoria para chamar a atenção sobre passos importantes da mesma.

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